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Nos últimos dias, o Mercado viveu a expectativa do calote histórico americano, devido à falta de entendimento entre os partidos Democrata e Republicano quanto à elevação do teto da dívida do país. No final, os partidos chegaram a um acordo, mas isso não impediu a agência Standard and Poor’s (S&P) de rebaixar a nota dos EUA de AAA para AA+. O resultado foi o pior dia do mercado de papéis desde a crise financeira de 2008.
Apesar das baixas nas bolsas, hoje (10 de Agosto) a Apple fechou o pregão da NASDAQ como a empresa de maior valor de mercado no mundo, superando a Exxon Mobil e, pela primeira vez na sua história, encabeçando a lista das empresas com maior capitalização de mercado. O curioso é que o “título” não veio com um crescimento, mas sim com uma queda menor do que a empresa petrolífera.
Já no Brasil, a fim de minimizar o impacto da crise econômica no país, a presidente Dilma apelou para que o povo brasileiro continue consumindo. Apesar do apelo aos cidadãos, Dilma diz que o país não passa por nenhuma ameaça, pois não está fragilizado. Ora, sra. Presidente, se o país não corre risco, porque tal apelo? E mais importante ainda, se fomentar o consumo é importante para o Brasil passar ileso por mais uma crise, porque o Governo Federal não toma atitudes que possibilitem tal ação?
No fim de Julho, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) divulgou um levantamento baseado em dados do Bureau of Labor Statistics (BLS) onde o Brasil consta como o campeão mundial de encargos trabalhistas. Os encargos correspondem a 32,4% dos custos com mão-de-obra no país, frente a 25% na Europa, e menos ainda em países emergentes: 14,7% em Taiwan, 17% na Argentina e 27% no México.
Apesar do custo elevado com mão-de-obra no Brasil, sabemos que a maior parte desse dinheiro não vai para o bolso do povo, e sim para os cofres do Governo. Se a presidente deseja que o povo consuma, ela não deveria aumentar o poder de compra da população? Já passou, há muito, da hora do Brasil fazer uma reforma tributária que beneficie população, indústria e economia.
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