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Quem consegue esquecer a série de televisão Chaves? Será que existe algum brasileiro que ainda não tenha o visto? Acredito que seja difícil encontrar…
Afinal uma série criada no início dos anos 1970 no México ainda passa em nossas televisões, e grandes apaixonados ainda a assistem (mesmo que em repetidas doses). Podemos dizer que enquanto crescemos, ou envelhecemos, a série foi tornando-se parte da nossa vida e de nosso cotidiano. Pois “se você é jovem ainda, jovem ainda… Amanhã velho será, velho será. A menos que o coração sustente a juventude, que nunca morrerá!”
Como esta última frase, sempre haverá alguém em nosso cotidiano a citar uma frase de algum dos personagens daquela popular vila, com pessoas tão importantes para nós. Parecem nossos antigos amigos de infância.
Desta forma, é fácil compreender como um programa tão simples como este, ainda esteja no ar. Quantas e quantas vezes, deixei de fazer a refeição para correr para a sala e assistir o Chaves… (desculpa, mãe!). E tantas outras vezes “foi sem querer querendo!”. Enfim… frases importantes na infância, juventude e velhice de qualquer vivente! “TINHA QUE SER O CHAVES!”
Mas vamos voltar ao tema central do post: “Dizia eu que a aritmética…” e a simplicidade da série fez dela o seu sucesso. Com tal engajamento na vida infantil, se conseguiu de fato compreender as crianças, e vê-las de uma forma nem tão inocente como se imagina comumente. Mas que sempre esperam pela tal “bola quadrada”.
Os estereótipos referentes a cada situação social são abordados de uma forma tão significativa, que nos encontramos neles, da mesma forma que encontramos nossos conhecidos, amigos e parentes. Impossível você nunca ter topado por um “Sr. Barriga” por aí, sovina e bem dentro das questões econômicas capitalistas. E um ‘tesourinho da mamãe’… aquele garoto chato, mimado, qualquer coisa é: “Conta tudo pra sua mãe, Kiko!”. Ah… e o pobre, com uma filha, que faz tudo para ganhar uns trocados, e acaba sempre se ferrando com um tapa (por engano) na cara. Não importa a situação! E a sua filha, uma baita pentelha!
“Satanááás”… que medo daquela velha do 71, toda de azul, na penumbra daquela casa. Aquela solteirona, apaixonada pelo ‘pior partido’!
Se você parar pra pensar… Toda aquela vila adotou um garoto. Ele vive num barril, mas todos cuidam dele! Até mesmo o ‘mão-de-vaca’ do Sr. Barriga, que o levou à Acapulco! É uma sociedade da aceitação… claro, com seus desequilíbrios, mas depois tudo volta ao normal. O sempre faminto Chaves é um Arlequim, e dos grandes! Há mais de 30 anos…
E ‘para evitar a fadiga’ já digo logo que ele é eterno! E com toda a barriga, senhor certeza, vou me despedindo deste post. Porque o que eu queria mesmo ‘é ver o filme do Pelé!’
Churros, churros??
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