Vampiros no cinema. Sexo, medo, sangue… O que mudou?

1 Estrela2 Estrelas3 Estrelas4 Estrelas5 Estrelas (2 votos, media: 5,00 de 5)
Loading ... Loading ...


1.351 acessos

Vivemos em novos tempos. Vampiros são outros hoje em dia. Não são mais os mesmos caninos que temíamos em nossas carótidas. Talvez as carótidas também não sejam as mesmas.

Vampiros são criaturas horrendas no início do século XX. E sofrem tantas transformações até se tornarem lindos, misteriosos e populares adolescentes. Oriundos da literatura, os mortos-vivos como estes, exploram a parte escura da mente humana: o medo. Um dos precursores dos vampiros no cinema é o famoso Drácula em 1931, com encenação de Bela Lugosi. É simples: poucas falas, rosto pálido, lábios finos e roxos, olhos fixamente assustadores.

Drácula!

Nosferatu e sua horrenda sombra.

Antes de Drácula aparecer no cinema tivemos o grande Nosferatu. Este sim, monstrengo mesmo! Assusta-nos com a sua sombra vislumbrada na parede próxima a escada. A aparição destas criaturas no cinema, especialmente na Alemanha, faz referência a ascensão do Nazismo: doutrinas de eugenia, a paranóia que nutre a idéia de fantasmas e seres impuros e sobretudo não-arianos. Você deve temê-los.

Sensualidade e dúvidas cercam os personagens em Entrevista com o Vampiro

Mas tudo começa a mudar, quando se percebe certo erotismo nestes personagens. A revolução sexual faz os vampiros terem sede, não somente de sangue, mas de sexo. São extremamente sensuais, e esta é a maior característica deles durante a década de 1990. Quem pode esquecer “Entrevista com o Vampiro”. Além da sensualidade, eles questionam se deveriam trocar sangue humano por animal. Enfim, uma ética vampiresca questionável. Da angústia de penar eternamente na terra buscando sangue humano para alimentação, à sensualidade mórbida do perigo e dúvidas em relação a própria conduta. Esta é a sociedade vampiresca no cinema, que como a nossa muda conforme o tempo.

Assim, sexo e violência andam juntos desde ‘Drácula’ de 1958, em que o sangue jorrava em corpos decotadíssimos de moças hipnotizadas.

E chegamos em Crepúsculo. O medo se torna a perda adolescente. Vampiros são comuns, são confundidos dentre a massa de pessoas. Há algo diferente neles, porém. O temor aqui é o amor impossível, e a descoberta do mistério que cerca ‘pessoas’ tão populares. Poderíamos dizer que os vampiros fluem como a sociedade? São como ‘líquidos’, flúidos? Sem densidade? Assim como nós, a procura do tempo e dinheiro… são outros tempos.

Comentar com seu user do Facebook

Comentários

Powered by Facebook Comments

2 Comentarios

  1. julio /
    E o que dizer dos lobisomens? Tambem estão seguindo a mesma tendencia dos vampiros! Daqui a pouco vamos ter chupa cabras adoráveis no cinema….
  2. Silvia Lazzaretti /
    Olá, Julio! posso dizer que já existe algo com chupa-cabras… dá uma olhada: http://www.ocafe.com.br/2011/07/04/abertura-do-fantaspoa-2011-%E2%80%9Ca-noite-do-chupacabras%E2%80%9D/

    é um filme muito bom, mesmo!

    Abraços, Silvia!

Deixe um comentario