Plauto Cruz: Uma justa homenagem ao incansável “Mago da Flauta”

1 Estrela2 Estrelas3 Estrelas4 Estrelas5 Estrelas (3 votos, media: 5,00 de 5)
Loading ... Loading ...


1.402 acessos

No dia 26 de janeiro, o flautista e compositor gaúcho Plauto Cruz foi homenageado no auditório da Livraria Cultura em Porto Alegre, em evento que contou com a participação dos músicos Paulinho Parada (violão), Elias Barboza (bandolim), Gerson Barboza (violão), Juliana Rosenthal (cavaco) e Seu Jorge (pandeiro). Antes do início do espetáculo, foi exibido um documentário de cerca quinze minutos sobre a vida e carreira de Plauto Cruz, produzido pela Unisinos TV. Em que pese estar hoje com 82 anos e saúde debilitada, o músico homenageado participou ativamente de todo o espetáculo esbanjando simpatia e bom humor, como no momento em que relembrou seus 18 anos: “Eu fervia!”, declarou Plauto.

Homenagem a Plauto Cruz,no auditório da Livraria Cultura, em Porto Alegre

Durante o espetáculo, percebia-se que o músico estava visivelmente emocionado. O flautista ainda demonstrou invejável desenvoltura ao se comunicar e interagir com o público, a quem declarou que “estava entre amigos”. Volta e meia largava sua conhecida frase “É pra frente que se anda!”. O espetáculo foi pontuado pelas composições de Plauto, como “Choro para Ana”, “Beatriz” e “Força Atraente”, samba-canção composto nos anos 1950. Também contou com canções de outros compositores que tiveram importância em sua carreira como intérprete. “Carinhoso” de Pixinguinha, foi executada pelo grupo em versão instrumental e acompanhada por um “coro”, formado pela platéia e pelo próprio Plauto.

Plauto Cruz, O Mago da Flauta

Definido no material promocional do evento como “um artista incansável de nossa música”, porém mais conhecido como “O Mago da Flauta”, Plauto de Almeida Cruz nasceu na cidade de São Jerônimo no dia 15/11/1929. Seu pai, José Alves da Cruz, também era flautista e atuava nas salas de cinema mudo. Plauto iniciou sua carreira entre as décadas de 40 e 50, ainda durante a chamada “era de ouro do rádio”, sendo considerado um dos maiores flautistas brasileiros e um dos maiores difusores do Choro no Rio Grande do Sul. Lupicínio Rodrigues, Orlando Silva, Sílvio Caldas, Elis Regina, Ângela Maria, Nelson Gonçalves, Kleiton e Kledir, Túlio Piva e Yamandú Costa são apenas alguns dos artistas de altíssimo gabarito da MPB e MPG com quem Plauto já trabalhou.

Yamandú Costa

Apesar de já ter gravado 6 LPs e 2 CDs como solista, além de ter participado em mais de 40 álbuns como acompanhador, há quem ateste que boa parte da obra de Plauto ainda não foi gravada, atribuindo tal fato às poucas oportunidades que o compositor e flautista teve de fazê-lo. Já ganhou inúmeros prêmios em festivais e recebeu diversas homenagens do poder público. O nome de Plauto Cruz está definitivamente registrado na história da música do Rio Grande do Sul. Publicações como o livro “Som do Sul”, de Henrique Mann, e “RS – Um Século de Música”, de Arthur de Faria, dedicaram importantes páginas ao registro da história de Plauto, personalidade que, com seu talento e amor à música, prestou contribuição mais do que significativa à cultura do Estado do RS.

Alguns registros fonográficos da obra de Plauto Cruz

Espera-se que os jovens músicos que prestaram esta justíssima homenagem ao compositor tenham êxito em transmitir sua obra às atuais e futuras gerações, para que o nome de Plauto não fique futuramente, como o de outros tantos outros gênios de nossa música, apenas nas páginas das enciclopédias musicais e nas placas dos logradouros, mas também (e principalmente) na memória, nos ouvidos e nos corações das pessoas. E eu, como o passarinho durante o incêndio na floresta, vou fazendo aqui a minha parte para divulgar a música de Plauto. Na Web Rádio “Buzina do Gasômetro” estão disponíveis para audição e download as canções “Gaivota”, “Para João Loyo”, “Engenho e Arte” e “Sarau da Comadre”, pequenas amostras da maestria e genialidade de Plauto Cruz.

Comentar com seu user do Facebook

Comentários

Powered by Facebook Comments

2 Comentarios

  1. dante luiz semicek /
    Boa tarde. Fiquei muito feliz em receber notícia dessa pessoa maravilhosa que é o Plauto. Eu o conheci por volta de 1990/91, quando eu era proprietário do Restaurante Moinhos em Chapecó onde ele se apresentou 2 ou 3 vezes acompanhado do Mario Barros. Inclusive lá no Moinhos, foi composta por eles a música “Restos de Tarde”, que gravei em fita K-7 e estou digitalizando-a. Se hou ver interesse de vcs ou alguém da rádio e/ou outra mídia, por favor me responda que terei o máximo prazer em enviá-la. Se possível gostaria de ter contato com o Plauto e Mario Barros. HOJE MORO EM fLORIPA. Um abraço a todos e parabéns pela matéria
  2. joselfa taffarel /
    Gostaria de ter o endereço de Plauto Cruz , sou sobrinha do Maestro Zacarias Vakiati , já falecido . que foi professor de Plauto. queremos visita-lo.

Deixe um comentario