Embalagem Inteligente

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A edição online do jornal Daily Mail noticiou, no último dia 23, que garrafas plásticas comestíveis estão sendo desenvolvidas. Segundo o site do jornal, o material que tornará isso possível se chama WikiCell e é uma membrana formada por uma mistura de plástico biodegradável e partículas de comida, que pode ser descascada e ingerida. Cientistas de Harvard já produziram membranas com sabores de suco de laranja, gaspacho e vinho.

Garrafas comestíveis podem ser a solução para o lixo gerado pelos PETs.

O engenheiro biomédico Dr. David Edwards espera criar um protótipo de uma garrafa totalmente comestível logo, assim como uma máquina que possa produzir WikiCells, possibilitando que pequenos produtores e comunidades isoladas possam fabricar seus próprios recipientes comestíveis. Edwards, por sinal, é o criador do AeroShot, um polêmico inalador de cafeína que entrega a mesma quantidade do produto que uma xícara de café.

AeroShot, o inalador de cafeína do Dr. Edwards.

A ideia de comer a embalagem não é nova. A casquinha de sorvete tem mais de um século de história. Há duas versões para a origem do recipiente comestível: a primeira conta que o imigrante italiano Ítalo Marchiony patenteou uma máquina de wafer em forma de cone nos Estados Unidos, em 1903, e esse produto teria evoluído para a casquinha moderna. A segunda conta que Charles Manches, que vendia sorvete em uma exposição em Saint Louis, em 1904, querendo oferecer um sorvete a uma garota e estando sem mais recipientes limpos, teria apelado ao estande vizinho, de comida síria, e enchido o cone de uma zalabia com sorvete. Após a feira ele teria industrializado o produto, que fez grande sucesso. Contudo, há registros anteriores de produtos similares na França.

Casquinha de sorvete tem origem nebulosa.

Tornar embalagens em produtos consumíveis é, além de prático, ecológico, pois dá utilidade a algo que até então era descartável, reduzindo a quantidade enorme de lixo que a raça humana produz.

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