476 acessos
A edição online do jornal Daily Mail noticiou, no último dia 23, que garrafas plásticas comestíveis estão sendo desenvolvidas. Segundo o site do jornal, o material que tornará isso possível se chama WikiCell e é uma membrana formada por uma mistura de plástico biodegradável e partículas de comida, que pode ser descascada e ingerida. Cientistas de Harvard já produziram membranas com sabores de suco de laranja, gaspacho e vinho.
O engenheiro biomédico Dr. David Edwards espera criar um protótipo de uma garrafa totalmente comestível logo, assim como uma máquina que possa produzir WikiCells, possibilitando que pequenos produtores e comunidades isoladas possam fabricar seus próprios recipientes comestíveis. Edwards, por sinal, é o criador do AeroShot, um polêmico inalador de cafeína que entrega a mesma quantidade do produto que uma xícara de café.
A ideia de comer a embalagem não é nova. A casquinha de sorvete tem mais de um século de história. Há duas versões para a origem do recipiente comestível: a primeira conta que o imigrante italiano Ítalo Marchiony patenteou uma máquina de wafer em forma de cone nos Estados Unidos, em 1903, e esse produto teria evoluído para a casquinha moderna. A segunda conta que Charles Manches, que vendia sorvete em uma exposição em Saint Louis, em 1904, querendo oferecer um sorvete a uma garota e estando sem mais recipientes limpos, teria apelado ao estande vizinho, de comida síria, e enchido o cone de uma zalabia com sorvete. Após a feira ele teria industrializado o produto, que fez grande sucesso. Contudo, há registros anteriores de produtos similares na França.
Tornar embalagens em produtos consumíveis é, além de prático, ecológico, pois dá utilidade a algo que até então era descartável, reduzindo a quantidade enorme de lixo que a raça humana produz.







