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Nessa quarta, a Apple apresentou a mais nova versão do seu tablet. O novo iPad (e não iPad 3), de design idêntico ao modelo anterior, mantém o ritmo que a empresa vem adotando, sendo uma evolução do seu predecessor, e não uma reinvenção desse.
O novo modelo apresenta display de retina, com resolução de 2048 x 1536 pixels, exatamente o dobro em cada dimensão em relação ao iPad 2. Também conta com processador quad-core, uma câmera melhor, com capacidade de filmar em Full-HD, conectividade 4G e suporte de voz, para que usuários possam ditar textos, ao invés de escrevê-los (ao menos em inglês, francês, alemão e japonês).
Nem tudo são flores, porém. O novo iPad é mais pesado (49 ou 51 g, dependendo do modelo) e mais expesso (6 mm) que seu antecessor, contrariando o que se acreditava que aconteceria. Outras “frustações” ficaram por conta da não eliminação do botão Home e da não inclusão do display E-sense, tecnologia da finlandesa Sanseg, que permite que usuários sintam texturas diferentes na tela.
Como falei na coluna O Preço da Inovação, as pessoas se acostumaram a esperar mais da Apple, por essa apresentar muitos conceitos inovadores. Confesso que também esperava mais, já que recentemente foi noticiado que a Apple não sabia o que fazer com tanto dinheiro que estava ganhando, em parte fruto de seu domínio de 73% do mercado de tablets, segundo dados da Forrester Research. Mas, melhoria contínua é um dos principais conceitos de produção, e parece estar dando certo pra Apple.
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